O tratamento da leishmaniose canina é um desafio para os médicos veterinários. Existem diferentes protocolos terapêuticos, cuja escolha depende do estado geral do animal e do grau de infecção. O tratamento é longo e exigente, nem sempre é eficaz e consiste na estabilização do animal e no controlo do parasita no organismo. Este consegue-se defender do sistema imunitário do animal e da maioria das terapias.
Já existe um produto veterinário leishmanicida de nova geração para cães, seguro e de fácil administração. É também a escolha ideal para aqueles cães que não respondem aos tratamentos clássicos ou que não podem ser tratados com determinados medicamentos devido à insuficiência renal de que padecem.

Uma vez diagnosticada a leishmaniose, deverá realizar-se um tratamento intensivo de 1 mês,
que poderá ser realizado através de medicação injectável ou na forma líquida para misturar
com a comida.
Após os 30 dias, o cão deverá seguir uma terapêutica complementar consistente com a toma
diária de comprimidos durante 6 a 12 meses. Depois deverão realizar-se controlos periódicos
para prevenir possíveis recaídas e restabelecer a medicação, se (ou quando) for necessário.
Tendo em conta que a leishmaniose é, actualmente, uma patologia sem cura e com grande
prevalência no território português, é imperativo combatê-la com todos os instrumentos
disponíveis. Quanto mais medidas forem adoptadas para reduzir o risco de infecção e travar o
desenvolvimento da doença, mais se reduzirá o contágio e a propagação, podendo vir a ser
possível controlar o alcance quantitativo e qualitativo da mesma. A prevenção é fundamental
para reduzir o número de casos de leishmaniose nos animais e para evitar o risco para os
humanos.
É necessário que toda a sociedade e, em especial, os tutores de cães tenham consciência da
gravidade deste problema e actuem de forma a solucioná-lo. As boas práticas diárias
juntamente com os avanços científicos são armas muito potentes com as quais podemos
proteger os nossos animais de uma doença complexa e muitas vezes mortal.